Modéstia: O Coração antes da Bainha

terça-feira, outubro 28, 2014


Para muitas pessoas a palavra "modéstia" é automaticamente associada com a roupa e com a aparência. A maioria das meninas acha que se refere à questão de não usar saias curtas ou blusas decotadas. Mas o nosso pensamento geralmente vai muito mais além. A visão exterior do nosso corpo se para no na visão exterior do conceito. Ao negligenciar o coração, não se atravessa a realidade do que é ser verdadeiramente modesta. Na verdade, essa é a essência da maneira que nos tornamos mais presos às implicações físicas e se afastamos do verdadeiro significado da modéstia.

Modéstia não é sinônimo de opressão. 

Não é um conceito destinado a manter as mulheres ocultas ou afastadas sob as dobras de tecido de modo que não podem ser vistas ou ouvidas. Na verdade, é totalmente o oposto. A modéstia não é apenas uma questão de bainha, mas uma questão do coração. Não é restritivo, mas é libertador.

A própria palavra é definida como "a qualidade ou estado de ser modesto em nossas próprias capacidades." Onde é que nessa definição menciona o corpo? O ponto é que a aplicação para o corpo é apenas uma consequência da aplicação para o coração. Em vez de usar a nossa feminilidade para alcançar algo, devemos reconhecer a realidade de que não é por nossa própria força, mas pela vontade de Deus, que todas as coisas acontecem. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Isso é a verdadeira modéstia.

Antes do pecado original, Adão e Eva foram capazes de "ver e conhecer um ao outro... com toda a paz da contemplação interior" (São João Paulo II). Eles não associam seus corpos com impureza ou com vergonha, porque a sua visão do mundo e do outro estava em alinhamento com a de Deus. Eles viram o plano de Deus em seus corpos, e isso é o que eles desejavam. A intenção inicial da modéstia não era para esconder o corpo, mas para proteger o coração.

Pureza não é puritanismo!

Quando a Capela Sistina foi restaurada há alguns anos, o Papa João Paulo II instruiu a remoção das tangas de várias das pinturas que estavam nus de Michelangelo, que haviam sido adicionadas por papas anteriores para cobrir o que eles pensavam que era "impuro". E São João Paulo o fez "em nome da pureza cristã" (Christopher West). Pureza não significa evasão ou aversão, porque essas duas palavras significam exatamente o oposto: a necessidade de retirar-se de uma situação implica a presença de algo a ser evitado - algo impuro. Esforçando-se em prol da pureza desta maneira, de fato, impedirá o reconhecimento do que é realmente puro.

O caminho que escolhemos para se mostrar para o mundo é na verdade a expressão da maneira que nós queremos que o nosso coração seja visto por Deus. A pureza é alcançada somente quando os dois se alinham. Se desejam ser pura, mas se vestem de uma forma provocativa, estamos fazendo com que ocorra um desejo para o desserviço. Da mesma forma, não importa quantas camadas cubram os nossos corpos se o coração é impuro, ele ainda vai ser visto por Deus. Cobrindo-se a carne não vai impedi-lo de agir de forma provocativa, se você não contestar a luxúria humana dentro de nós e tudo o que resultou com Adão e Eva e o pecado original.

Então, ao invés de estarem na vanguarda de nossa impressão sobre a modéstia, os aspectos físicos deve partir de aspectos internos. Dessa forma, ganhamos um respeito mais profundo de nós mesmos como seres humanos, e para os nossos corações como homens e mulheres. E em seguida, a partir de então sugira o desejo de vestir-se modestamente, ao invés de simplesmente se render à pressão para fazê-lo. A maneira na qual se veste torna-se meramente uma expressão natural de seu desejo interior para com a pureza e humildade.


Modéstia não é sobre culpa e vergonha, mas sobre a responsabilidade e humildade.


Texto original do site Chastity Project.

Tradução:


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