O Ponto Final

terça-feira, outubro 14, 2014



MEU DEUS!!!

Sabe aquela frase que diz que a gente tem que ir ao fundo do poço para poder renascer? É! Precisei saber que vou morrer para entender para quem eu deveria viver. É incrível como a nossa vida é uma caixa de surpresas, e tudo pode mudar de um instante para outro. Há um segundo atrás me sentia segura, achava que nada podia me atingir, e olha para mim agora! Nem sei mais quem sou verdadeiramente, parece que perdi minha identidade e o meu chão.

Mas surpreendentemente encontrei uma paz em meu coração que nunca senti em toda a minha vida.  No meio desse baque terrível, descobri uma fé que nunca pensei que tinha, e por incrível que pareça, ela surgiu como se nunca tivesse saído de mim. Parecia que ela sempre estivesse ali, só esperando o meu sim. E sentir uma luz se acender dentro de mim, e naquele instante percebi como sou frágil e que me machuco tão fácil. Acho que foi nesse exato momento que toda aquela segurança e soberba despencou sobre minha mente. E comecei a refletir sobre a vida fútil e de luxúria que eu levava, na minha arrogância e falta de compaixão. Sinto-me um lixo.

Então nesse momento, senti um toque de realidade, um chamado de Deus em mim, e uma mistura de emoções e frustrações passaram pela minha cabeça: a emoção de ter descoberto a verdade, ou melhor, o sentido verdadeiro da minha vida.

Mas as frustrações doíam na minha alma, muito mais do que qualquer corte em meu corpo. Aí a indignação tomou conta de mim. Como pude ter deixado chegar a esse ponto para que eu refletisse sobre a vida que levava e o que estava fazendo com ela? Cheguei à conclusão que as coisas do mundo me cegaram, mas o pior é que nem me importei de procurar o médico para ver se existia a cura. Fui tola.

E no meio da minha alta reflexão, assim de uma forma repentina, em um "passe de mágica", minha mente e coração quiseram acabar de vez comigo com uma só palavra, me fazendo desabar como se eu fosse uma casa podre na qual ninguém mais habitava, sendo demolida no exato momento que se pronunciasse a mesma. E num sussurro, uma palavra: família. Lágrimas caíram do meu rosto como nunca mais tinham caído, e senti uma tremenda solidão em minha alma. E a lembrança de uma família desestruturada se misturou com a vontade de ter a minha família.

Em prantos, percebi que tinha me esquecido de construir uma família. Não sei qual é a sensação de ser mãe, e muito menos como é ouvir alguém lhe chamar de mãe. Definitivamente eu não tinha ninguém. Nesse instante entrei em desespero, o meu tempo estava se esgotado, e uma mistura de sensações e emoções passavam dentro de mim. E no último momento de consciência, notei que eu não tinha vivido a vida, só tinha sobrevivido a ela até chegar a esse instante.  E então chegamos ao momento que as palavras saem naturalmente de sua boca como se não precisassem raciocinar. As palavras simplesmente saem:

- Como me deixei ser enganada! Como fui enganada! Como enganei! Sou culpada! Perdão...

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